Acho que ninguém deve me ver como se eu fosse uma doente, como se essa dor fosse diferente ou inexistente, das dores que tantos sentem por ai de diversas formas psicológicas. Mas ninguém me entende, ninguém sabe.
A pior prisão, não é aquela que podemos ver. Não é a que nos limitamos fisicamente a um espaço. Por isso que dizem que a maior viagem para a descoberta não é o ver de novas paisagens, mas o ver com novos olhos.
Eu não me deturpo ao tentar me ferir, ao invés, eu cresço novamente após cada dor. Meu sorriso é composto de tantas dores juntas a tantas alegrias, e isso me compõe, me constitui a cada dia. É como levantar todo dia de manhã pra tentar ser feliz. Eu faço isso, só não crio expectativas em um amanha, por que amanhã está longe e talvez a morte esteja breve, não faço planos, não crio casos, não estabeleço metas, para talvez ao acaso. Estabeleço uma felicidade momentânea, que satisfaz, que talvez iluda, mas me faz aproveitar, o talvez pouco tempo que eu tenha para aproveitar.
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