sábado, 26 de setembro de 2015
Odeio, odeio esses teus olhos, odeio quando me ligava pra saber se eu tava bem, odeio quando me olhava e sorria e me fazia rir, odeio quando cantava pra mim, odeio quando preferiu alguém que não se importava com você, que te trata com posse, que te escraviza e sei que disso você gosta, e o que eu odeio mais é essa sua boca, ah essa boca...
domingo, 14 de junho de 2015
Quando a gente se conheceu era tudo muito novo, a voz, os olhares, a respiração, um sussurro, um sorriso. Quando a gente se conheceu tudo era muito interessante,no primeiro aniversário, a primeira noite, o primeiro erro e a primeira volta.
O tempo passou, foram anos se conhecendo, algo meu preferido servido várias vezes ao ano, nos ocupamos demais, eu me distraí, você se esqueceu da data, eu me esqueci dos anos e do presente, você não ligou por cansaço e eu não liguei por sono.Você me mostrou uma música nova e eu te mostrei outra e isso não foi novidade, páramos para ouvir mas não para escutar e sem querer a música falava de amor, poderia ser o destino? Não acreditamos nisso e a gente compunha músicas de solidão já sem perceber. Ninguém superava o ego, ninguém pedia desculpas, me dá um aperto por não me desculpar e você chorava e como último recurso nos beijavamos e fazíamos o que já nos era conhecido, as vezes depressa ..e já é madrugada o sono bate, estamos em casa.
A gente se despede, não quer se machucar, não sente tanta euforia no amor, mas doi quando a gente se distância e sabe que ninguém será melhor apesar da rotina, apesar dos beijos superficiais, apesar dos olhares pra outro alguém, do dormir cedo, de não ligar, de não dizer, por que nos unimos e esquecemos do que era solitário e vazio, sem quem segure a mão, quem abrace e beije o pescoço, sem quem goste do perfume e te cuide mesmo com raiva.
Fugimos e esquecemos o caminho de volta, eu disse para segurar a minha mão e ela escorregou por entre nossos dedos, não solte, não solte...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Aquela Menina
E ninguem viu a chuva cair, quando a menina correu na rua ela só percebeu muito tempo depois, quando as gotas de chuva interferiram a sua visão e seu óculos agora estava embaçado. Mas ela continuou correndo e não olhou pra trás, não por que não tinha deixado nada de valor, mas no momento ela não conseguia pensar mais em nada, apenas um passo de cada vez, uma gota mais rápida que outra e relâmpagos brilhavam na estrada de terra iluminando o cenário apagado, ninguém viu, só perceberam quando ela já estava longe demais, e suas sandálias já estavam gastas mas ela continuava a correr e por detrás da tempestade correu por entre árvores, terra, água e vento e se fez ventania como uma onda forte de emoções pairadas por todo o seu interior, a menina não parava e corria tão rápido que o tempo parou de passar, tudo o que ela queria, o cenário mudava mas o tempo não era mais o mesmo e ele parou para observa-la correr e se esqueceu de envelhecê-la, para alguns ela envelheceu em um lugar distante, para outros ela foi eternamente jovem.
Ingrid b. lima.
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