Quando a gente se conheceu era tudo muito novo, a voz, os olhares, a respiração, um sussurro, um sorriso. Quando a gente se conheceu tudo era muito interessante,no primeiro aniversário, a primeira noite, o primeiro erro e a primeira volta.
O tempo passou, foram anos se conhecendo, algo meu preferido servido várias vezes ao ano, nos ocupamos demais, eu me distraí, você se esqueceu da data, eu me esqueci dos anos e do presente, você não ligou por cansaço e eu não liguei por sono.Você me mostrou uma música nova e eu te mostrei outra e isso não foi novidade, páramos para ouvir mas não para escutar e sem querer a música falava de amor, poderia ser o destino? Não acreditamos nisso e a gente compunha músicas de solidão já sem perceber. Ninguém superava o ego, ninguém pedia desculpas, me dá um aperto por não me desculpar e você chorava e como último recurso nos beijavamos e fazíamos o que já nos era conhecido, as vezes depressa ..e já é madrugada o sono bate, estamos em casa.
A gente se despede, não quer se machucar, não sente tanta euforia no amor, mas doi quando a gente se distância e sabe que ninguém será melhor apesar da rotina, apesar dos beijos superficiais, apesar dos olhares pra outro alguém, do dormir cedo, de não ligar, de não dizer, por que nos unimos e esquecemos do que era solitário e vazio, sem quem segure a mão, quem abrace e beije o pescoço, sem quem goste do perfume e te cuide mesmo com raiva.
Fugimos e esquecemos o caminho de volta, eu disse para segurar a minha mão e ela escorregou por entre nossos dedos, não solte, não solte...